Já lá vão mais de 3 semanas desde o último
post com fotografias e descrições como deve ser.
Ora,
"First Things First", comecemos pelo Holi.
Para quem ainda não ouviu falar, o
Holi é uma das maiores festas indianas! Celebrado na Índia e também nos outros países onde existe uma forte comunidade de emigrantes indianos, é conhecido como festa das cores e celebra-se, entre outras coisas, o início da Primavera.


Na manhã do dia 1 de Março lá fui, acompanhado da rapaziada da AIESEC, para uma Farm House. Tínhamos à nossa espera uma festa privada com imensa gente, muita cor, água, lama, música, comida (indiana, pois claro) e bebida.


Foi um dia incrível em que todos brincaram com todos, indianos e
expats juntos numa festa harmoniosa, celebrando a Primavera e, mais do que isso, a amizade, a beleza e as cores da vida.
O Carnaval em Portugal? Esqueçam lá isso, é incomparável.
Os dias de trabalho vão passando na velocidade cruzeiro e chega o fim-de-semana de
Rishikesh, uma cidade nas montanhas, construída nas margens do rio Ganges, considerada como a porta de entrada para os Himalaias.




Mas mais do que um fim-de-semana de sightseeing, foram 2 dias de descontracção pura, acompanhado de uma entusiasmante actividade de rafting pelas águas frias e vibrantes do Ganges.




Ficámos instalados num excelente acampamento num local espectacular. Muito relax e convívio foi a receita para o 1º dia em que estivemos acampados.

(foto da esquerda: WC...)

O 2º dia chegou e foi o momento de pegar no equipamento e descermos o rio até à cidade de Rishikesh, num percurso de 36 km de puro convívio e de muita adrenalina, feito durante uma manhã e uma tarde, com as devidas paragens para descansar e para almoçar.

(foto de grupo e o início da descida)

Numa dessas paragens para descansar foi engraçado ver todo o grupo a avaliar as condições de uma das passagens de rafting mais difíceis do percurso. O local é conhecido como "The Wall", com um nível 4 numa escala de 5.

(avaliação das condições...)
(cá de cima parece bem pequeno, mas quando se chega lá em baixo...)
(se reparem nas fotos do rio há umas pessoas lá ao fundo ao pé das pedras...dá para ter uma ideia do tamanho e força da espuma/corrente)Ora, nessa "parede" todos os barcos viraram. O impacto é tal que somos lançados para o ar, sendo depois puxados durante breves segundos para o fundo das águas do Ganges. Manter a calma e esperar que a força dos coletes fizesse o resto foi o prato do dia para todos os aventureiros do grupo.