A poucos dias de deixar a Índia, coloco o meu último post sobre as viagens que tenho feito. Vou colocar fotos e descrever um pouco as viagens que fiz no último mês, concretamente até Manali, Goa e Dharamsala. Vai ser longo, nem tanto pelo texto mas sim pelas fotos!
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Chalo...
Manali: local com muitos
freaks e
hippies, malta alternativa, vá. Manali é uma das
hill stations mais conhecidas da Índia, muito à custa das várias actividades
outdoor que se pode fazer e por ser um local de eleição para casamentos indianos.
Até lá chegar (e também à vinda) foi um martírio, numa viagem dolorosamente longa (14h), feita de autocarro por entre as montanhas. Mas ter passado lá o fim-de-semana foi um alívio, isto na perspectiva de quem vive em Delhi.
(6 viajantes, 6 países: Portugal, Roménia, EUA, Colômbia, Espanha e Bélgica)
(problemas de trânsito: ruas pequenas com jipes, carros, carrinhas e vacas ao barulho)
Foi um óptimo fim-de-semana, com muito ar puro (!), muito
relax e muito
sightseeing pelo seu centro histórico e suas zonas verdes, sempre com vistas deslumbrantes para o sopé dos Himalaias. Íamos com a ideia de fazer para-pente, mas o vento não deixou.
(Hicham e Sérgio a montar um iaque) A viagem de regresso reservou-nos uma excelente surpresa, pois tivemos a companhia de um jovem monge budista, cidadão do
Butão, monge há 7 anos na Índia. Falou-se de religião, diferenças culturais, do Butão, da Índia, de viagens e, imaginem só, de futebol. O jovem era um adepto fervoroso da bola e do C. Ronaldo. Lá nos despedimos trocando contactos, entre os quais emails e MSN! É monge mas também é cibernauta!
Mais semana, menos semana e chega a vez de viajar até
Goa, a "nossa" Goa, que ainda detém muita alma lusitana. Este foi um fim-de-semana prolongado e muito recheado...
(no mercado...)
Fui sozinho de Delhi, encontrando-me com o Nuno (outro Inov a estagiar no estado do
Gujarat) no aeroporto de Panjim, capital do estado de Goa.
(eu e o Nuno, à patrão! Cerveja e marisco...)
Panjim (ou Panaji) é dos locais em Goa com mais vestígios da presença portuguesa. Estivemos cerca de 2 dias por Panjim e arredores, leia-se zona norte.
(em Velha Goa)
Foi espectacular percorrer as ruas da cidade, observar a arquitectura, visitar o mercado, as igrejas e capelas, conhecer o bairro das Fontainhas, visitar a zona de
Velha Goa e conhecer parte da
zona norte de Goa. Nomeadamente, as praias de
Vagator e
Anjuna, com passagem ainda pelo
forte de Aguada.
(ordenamento do território deixa muito a desejar. É construir até ao mar!)
(fizemos um boat tour num dos barcos turísticos em Panjim. Pode-se dizer que os indianos quando é para festa, não facilitam. É sempre a "dar-lheee"!)
(a malta a soltar estilo)
(o espectáculo encerrou com... um malhão!)
Nos dias seguintes fomos para
Palolem, na zona sul. Esta é uma das praias mais conhecidas e mais bonitas de Goa. Água quente, palmeiras e areia branca. Foi uma bela vida!
(à patrão, versão 2.0)
(bicho sagrado a curtir o sol!) (barco de pesca e capela dos pescadores)
(o saco do lado esquerdo das meninas não era delas! Era de um jovem indiano que, estando a praia vazia, se instalou a meio metro delas e depois "andava nos banhos"...)
(note-se no jovem observador ali do lado direito...a controlar a praia!)
(Aladino style)
Muita praia, marisco e muito riso à custa das habilidades amorosas dos indianos, as quais passo a explicar. Ora, sempre que havia alguma turista com pele mais branca a trabalhar para o bronze, lá vinham os curiosos. Fosse estender a toalha a menos de um metro de distância, tirar fotos à descarada ou ficar ao alto a tirar as medidas às jovens, valia tudo. Por fim, tive ainda a oportunidade de assistir à Arte Xávega versão indiana, muito idêntica à nossa.
(serpentes/cobras de água...)
(a dividir o peixe pelas "aldeias")
(o puxar das redes é por pura força humana. Não há cá bovinos ou tractores!)
(no último dia, à tarde, ainda presenciei a chegada da monção...qualquer coisa de especial!)
No fim-de-semana seguinte, de 12 a 13 de Junho, fomos para
Dharamsala, cidade da residência oficial em exílio do
Dalai Lama, do Governo do Tibete em exílio e da maior comunidade de refugiados/exilados do Tibete.
(cerca de 12/13 horas de comboio , mais 2h de autocarro...) (ritual de oração)
(sim, árvores. Budismo e tal, há que preservar a natureza!)
Visitámos os monumentos e templos budistas, o impressionante e esclarecedor museu do Tibete e o local da residência do Dalai Lama. Mais uma vez, foi um excelente local para relaxar e fugir à confusão e poluição de Delhi. No meio do
sightseeing ainda houve tempo para ver uns jogos do mundial, sempre com a boa companhia de monges budistas.
(última foto: a ver a bola. Um clássico.)
A próxima paragem é Portugal. Aliás, em boa altura. O pó, o calor, a recente humidade (por causa da aproximação da monção) e a poluição de Delhi não dão descanso a ninguém.
Até breve.
Ps: algumas fotos são de amigos com os quais tenho viajado.
Photo credits to some of my friends.