quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Just For Now (Só por agora)


Agora que tenho menos tempo para remar, sobram os fins-de-semana e alguns dias de mini-férias para tirar a barriga de misérias.
Remo, só mesmo em regime de manutenção/lazer. De facto, surpreendo-me como não temos o costume de ver mais antigos remadores neste tipo de regime.

Redescobri a beleza deste desporto. Não pela vertente competitiva, mas sim porque sabe bem ir queimar para a máquina, puxando pela outra máquina que é o nosso corpo, ou ir fazer quilómetros para água. Algo que se torna ainda mais especial quando o sol e o vento (ou a falta dele) nos abençoam com águas lisas.


Tenho a certeza que a médio/longo prazo a aposta em regimes de lazer/manutenção (de qualidade) trará resultados aos clubes que a fazem. É que este desporto, praticado em condições normais e de qualidade mínima, transmite um estado de espírito, para mim, pouco comum nos outros desportos. Quando temos a sorte de o praticar em condições perfeitas, tal torna-se mais evidente.

Por outro lado, se pararmos por um segundo e observarmos os iniciados, juvenis, etc...(se tal for possível), é engraçado perceber que, de facto, o Remo é uma escola da vida. Pelo menos, do sítio de onde venho é assim, no Clube dos Galitos é assim. Mais do que remadores ou campeões, ali (e imagino que em outros clubes também) formam-se Homens e Mulheres, Amigos e Amigas. Algo que normalmente passa despercebido quando somos mais novos.

Só por agora, só por breves momentos, gostava de volta à tranquilidade da juventude, aos treinos de juvenil e ter a consciência disto mesmo. Por outro lado, se assim fosse talvez não tivesse agora tanto impacto.

Na verdade, só por agora, apetecia-me voltar a segunda de manhã, por volta do 12h, com o skiff parado em frente à Ilha do Capitão Rebocho em plena Ria de Aveiro. Sol bem lá no alto, vento nulo e águas lisas. Sentir mais uma vez aquela remada (quase) perfeita, the perfect stroke.

Priceless!

Há momentos únicos. Espero que também tenhas o teu.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Practical Wisdom

Um dos melhores TED Talks do TED 2009.

Remete-nos para uma perspectiva que, no momento actual do remo português em que se houve falar em tantas teias burocráticas, é verdadeiramente inspiradora.

Um pouco longo, mas muito bom.



"Barry Schwartz makes a passionate call for “practical wisdom” as an antidote to a society gone mad with bureaucracy. He argues powerfully that rules often fail us, incentives often backfire, and practical, everyday wisdom will help rebuild our world."

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Primavera '08 - Stormy Weather

A Primavera do ano passado proporcionou um treino que está na memória da tripulação deste 8+.


Agora, que faz quase um ano (mais mês, menos mês) e que atravessamos dias com algum Sol, é engraçado olhar para trás e relembrar o vento, a chuva torrencial, as ondas, o frio, o granizo e os relâmpagos.


Quase um worst case scenario.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Worst Case Scenario

Mundial de Juniores de 2003.
Já não me lembro de quem lá foi.
Mas, certamente se lembram de imagens como esta.
Dá para rir e para chorar.

Em todo o caso, este tipo de situação podia estar incluído no arquivo de worst-case scenarios.
Pelo menos, cá pela Ria já tivemos alguns sustos. Histórias e outras tantas estórias não faltam...

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Ser Campeão...



Não tive o prazer de ver em directo a final do Australian Open, mas durante a tarde lá fui vendo o resumo pela Eurosport.
Alguns cliques e fiquei a par do que se passou durante a cerimónia de entrega de prémios.

Que o jogo tinha sido de Campeões, já sabia. Não sabia era que a dita cerimónia merecia também um especial destaque. Desta vez, serviu também para embelezar ainda mais este fantástico encontro, leia-se saudável embate.

Postura de Campeão, não se vê só durante o jogo. Vê-se também na hora de receber os prémios, de fazer os agradecimentos e... bom, o melhor é mesmo ver:



A beleza do desporto!

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Varsity - A tradição ainda é o que era...


Já tinha ouvido falar desta regata e dos seus costumes.
Mas, para quem ainda não conhece, é bom que se diga que na Varsity Regatta, realizada na Holanda, a tradição ainda é o que era:

Determinada tripulação de um clube ganha e os restantes membros desse clube (meninos e meninas) vão congratula-los à água.
Eles só de gravata e elas só de roupa interior.

E esta é apenas uma das muitas tradições. Consta que há uma determinada festa...

(Mais fotos no site NLroei)

sábado, janeiro 24, 2009

The UnderDogs

"Underdog may refer to:

(...) a participant in a fight, conflict, or game who is not expected to win."

Confesso que nunca tinha ouvido esta expressão até ter visto o vídeo dos últimos jogos relativo ao M4- da GB.


Enquanto remei, pelo menos de forma mais activa, lembro-me de sentir-me nesta condição uma ou outra vez. Aliás, penso que é algo normal na carreira de qualquer desportista (equipa e/ou clube), fazendo parte do seu processo de crescimento e afirmação.

Em todo o caso, este vídeo é formidável pela mensagem que transmite sobre os ex-underdogs, agora "team to be shot down", bem como pela regata em sim.

Para ver, ouvir e reflectir!

terça-feira, janeiro 20, 2009

Até mais logo...


É comum nos termos populares dizer apenas elogios quando algo importante, duro e complicado acaba. Pois bem, mais do que elogiar apenas temos sobretudo que ter uma mente aberta e ser realistas, fazer uma retrospecção de todos os dias, todos os treinos, todas as boas decisões, más decisões e desavenças “familiares”. O que é de facto, seguro de se dizer é que foram seis anos recheados de emoções fortes, algumas tristezas, mas muitas mais alegrias, perdemos muito, mas ganhamos mais, treinámos muito e ganhámos, treinámos pouco e perdemos.

Não posso negar que dentro da nossa casa (e por casa entenda-se posto náutico) não foi sempre um mar de rosas, longe disso aliás, pois houve sempre opiniões diferentes, vivências diferentes e perspectivas diferentes, mas também não podemos negar que isso é algo que sempre houve, ainda existe e irá sempre continuar a haver enquanto esta nossa casa continuar em pé.

Porém, essas divergências existem porque estamos literalmente todos no mesmo barco e a puxar (ou melhor dito, a empurrar) para o mesmo lado, e mais do que querermos conquistar a vitória para nós, queremo-la conquistar para o nosso colega que está ali connosco, e porque? Porque no fim de contas foi ele que passou connosco as mesmas tristezas que nós, as mesmas derrotas que nós. Porque no fundo ganhar sabe bem e todos nós queremos sempre ganhar e quantas mais vitorias melhor.

Mas mais uma vez, que a verdade seja dita, e são sem dúvida essas saborosas vitorias que nos dão o estatuto de grupo, mas mais importante ainda são as terríveis e desagradáveis derrotas pelas quais esse mesmo grupo passa e que ainda assim, graças a todas as pessoas que o constituem, nos dá a coesão e a ambição de ser melhor, o que faz de nós não um grupo, mas sim o grupo, forte e invejável, capaz de incentivar e apostar no colega do lado para a vitória da etapa seguinte.

E isto meus caros leitores, é a verdadeira arte do desporto colectivo!